Minimalismo precisa ser frio?
Onde: Curitiba • 31 de Março - 2026 | Fotos Bia NauiackProjeto de apartamento em Curitiba mostra como criar ambientes mais quentes e sensoriais sem sair do estilo.
Muitas vezes associado a espaços frios, excessivamente brancos ou austeros, o minimalismo vem sendo modificado em projetos recentes. A nova interpretação procura equilibrar o estilo a uma proposta mais quente, confortável e menos rígida. A escolha cria uma sensação imediata de calma visual. O olhar percorre os ambientes sem interrupções bruscas, e a arquitetura passa a ser percebida mais pela forma, pela luz e pela materialidade do que pela cor.
Um bom exemplo é o projeto assinado pela arquiteta Diane Justus para um apartamento em Curitiba. Materiais naturais, texturas táteis, curvas suaves e iluminação difusa desempenham um papel central na construção da atmosfera dos ambientes.
Relevos verticais, superfícies levemente granuladas, tecidos encorpados, pedra natural e madeira clara criam variações sutis que enriquecem o espaço sem romper a unidade visual. A arquitetura está baseada na continuidade e na percepção sensorial dos materiais para dar profundidade aos ambientes. A proposta se organiza em torno de uma paleta quase contínua de tons claros — beges, off-whites e superfícies minerais que parecem pertencer à mesma família cromática.
O apartamento de 85 m² foi projetado para um jovem casal de médicos que se mudou de Palmas para cumprir quatro anos de residência no Hospital de Clínicas. O desafio foi adaptar hábitos de convivência desenvolvidos em uma casa de grande porte para uma área compacta, preservando a sensação de acolhimento e pertencimento, além de atender à rotina compartilhada com dois cães.
O projeto reorganizou os espaços para ampliar a área social e integrar o living à sacada, aumentando a entrada de luz natural e a percepção de amplitude. No setor íntimo, um dos dormitórios foi incorporado à suíte para criar um ambiente mais confortável e reservado. sença de pedra e superfícies contínuas que reforçam a unidade visual.
A iluminação foi concebida como parte da arquitetura, valorizando texturas, volumes e superfícies ao longo do dia. Materiais como superfícies italianas Atlas Plan, textura mineral nas paredes e acabamentos em inox escovado contribuem para a leitura refinada do projeto. Intervenções técnicas também foram necessárias, incluindo ajustes hidráulicos para ampliação do banheiro da suíte. Objetos trazidos de viagens e peças de design completam a ambientação, criando uma narrativa que combina memória, arte e vida cotidiana. Confira abaixo em nossa galeria de imagens.

