Arquitetura

Morar paranaense na Bienal de Arquitetura

Onde: São Paulo • 02 de Fevereiro - 2026 |

Primeira edição da Bienal de Arquitetura Brasileira inaugura em março de 2026 com projetos de todo o país. O Paraná marca presença com “A Casa que Dança”, assinada pelo Boscardin Corsi Arquitetura e pela Perfacto Móveis Planejados.

A arquitetura brasileira ganhará, em março de 2026, um novo espaço de discussão pública. A Bienal de Arquitetura Brasileira (BAB) estreia no Pavilhão das Culturas Brasileiras, edifício projetado por Oscar Niemeyer dentro do Parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo. Tradicionalmente dedicado a exposições que celebram a diversidade cultural do país, o pavilhão será ocupado integralmente por uma mostra dedicada à arquitetura e ao modo de morar brasileiro a partir dos biomas e das identidades regionais.

 

A proposta da Bienal foge do formato técnico ou acadêmico. Em vez de apresentar projetos isolados, a BAB organiza o espaço em torno do chamado Pavilhão Brasil, onde cada estado representa seu território por meio de uma leitura cultural, climática, material e simbólica do habitar. É dentro desse conjunto que o Paraná integra o bioma Mata Atlântica com o projeto “A Casa que Dança”, apresentado pelo escritório curitibano Boscardin Corsi.

 

O projeto traz como protagonista o personagem fictício Luiz, descrito como um “legítimo pé vermelho, com raízes fincadas no interior do estado”, que encontra uma casa de 1950 preservada e decide adaptá-la à vida contemporânea sem descaracterizá-la. A narrativa funciona como recurso conceitual para explicar o modo de habitar paranaense.

 

 

A casa descrita carrega referências diretas a Vilanova Artigas, Lolo Cornelsen e Jaime Lerner e é composta por pilares aparentes, tijolos brancos, tacos de madeira, planta livre, pilotis e concreto pigmentado em vermelho — uma alusão direta às terras do Paraná.

 

Além da estética, a sustentabilidade é uma constante no projeto. A proposta prevê reaproveitamento de mármores de jazidas paranaenses, painel de micélio desenvolvido por startup local, ventilação cruzada favorecida pela implantação, reuso de água e a predominância de materiais atemporais e duráveis.

 

 

 

Dentro do espaço expositivo, a materialização desse conceito passa também pelo mobiliário sob medida, executado pela Perfacto, conectando arquitetura autoral à marcenaria e ao design produzidos no estado.

 

“A Casa que Dança” não propõe apenas um ambiente expositivo, mas uma reflexão sobre como cultura, clima, história e modernismo moldaram a forma de morar no Paraná. O visitante não encontra apenas um espaço arquitetônico, mas uma narrativa sobre permanência, respeito às origens e a capacidade de adaptar sem apagar a memória.

 

Agende-se


Bienal de Arquitetura Brasileira 2026
Pavilhão das Culturas Brasileiras — Parque Ibirapuera
25 de março a 30 de abril de 2026
Das 12h às 21h

 

Ingressos


R$ 100 (inteira) aos finais de semana
R$ 80 (inteira) durante a semana
Vendas exclusivamente pelo site oficial da Bienal