Minimalismo quente
Onde: Santa Catarina • 04 de Novembro - 2026 | Fotos Fabio Jr SeveroA nova versão do estilo que mantém as cores neutra da paleta de cores, mas é enriquecida por variadas texturas.
O minimalismo tradicional — aquele purista, frio, totalmente branco e geométrico — perdeu espaço. O mercado agora consome o "minimalismo quente". A proposta ainda segue as cores da paleta neutra, mas foi enriquecida por texturas: pedras brutas e porosas, tramas naturais, fibras e tecidos grossos, couro, barro e cerâmica ocre. A ideia é manter o ambiente limpo de excessos visuais, mas trazer um agradável (e inconsciente) despertar dos sentidos através do tato: a vivacidade e as diferenças do mármore bruto, da palha trançada, do algodão cru, e até de objetos decorativos artesanais em barro. Foi exatamente essa a estratégia que o designer Fernando Luiz Dal Bosco utilizou ao desenvolver a reforma da cobertura de 900 m² em Balneário Camboriú, Santa Catarina, para dois irmãos empresários que moram em São Paulo. A ideia foi alterar a planta original para criar ambientes integrados, fluidos e voltados ao lazer. A base da paleta de cores branca é complementada por madeira clara e tons de caramelo e terracota. Toda a sensação de acolhimento do apartamento vem da troca de texturas: o mármore Travertino Romano bruto nos pisos e paredes, couro nas cadeiras, a crueza da areia nos tecidos rústicos, tramas trançadas nos grandes pendentes e o toque artesanal dos vasos de barro que decoram o topo do mobiliário planejado e as mesas de centro. Essa transição contínua de materiais, onde cada superfície convida ao toque, impede que a grande metragem do imóvel pareça fria, confirmando assim o “minimalismo quente”.