Cloud Dancer: a cor do ano 2026 na arquitetura
Onde: • 19 de Fevereiro - 2026 |A escolha reacende o debate sobre o papel do branco na arquitetura contemporânea.
A escolha da Cloud Dancer como cor do ano 2026, anunciada pela Pantone, causou controvérsia no meio da arquitetura e da decoração. Parte do setor reagiu com estranhamento e questionamentos previsíveis: “não tem graça”, “branco nem é cor”, “como isso pode ser tendência”.
A discussão revela uma ideia recorrente no mercado: a associação entre tendência e saturação cromática. Quando a cor do ano não apresenta carga vibrante, parte do público interpreta como ausência de novidade.
No entanto, na arquitetura contemporânea, o branco raramente é neutro no sentido simplista da palavra. Ele interfere diretamente na percepção espacial. Controla contraste, amplia ou reduz profundidade, altera a leitura de texturas e influencia a incidência da luz ao longo do dia. E é exatamente nesse campo técnico que a nova cor da Pantone atua: sua leitura natural o posiciona como base estruturante, não como elemento decorativo isolado.
Em revestimentos cerâmicos, o branco redefine a percepção das juntas e da paginação. Em pedras naturais, intensifica veios e relevos sem competir com eles. Em superfícies acetinadas ou foscas, modifica a reflexão luminosa e, consequentemente, a atmosfera do ambiente. Madeira, metais, tecidos e pedras passam a se destacar com maior clareza quando o fundo é controlado.
Na sequência, reunimos projetos e produtos que demonstram como o branco — especialmente na leitura proposta pelo Cloud Dancer — estrutura ambientes, valoriza materiais e redefine a percepção espacial.